A capacidade de traduzir os sinais olfatoriais em odores particulares é um grande desafio para os especialistas e um obstáculo para os amadores na hora de descrever os aromas do vinho. Isso porque existe uma grande quantidade de moléculas com estruturas similares, podendo causar imprecisão na hora de definir os aromas.

Uma maneira usada para facilitar a interpretação dos aromas é o uso de analogias com produtos conhecidos, como o pimentão por exemplo, que possui pirazina, difundindo assim o cheiro deste composto orgânico aromático a outro aroma similar bastante conhecido.

Para auxiliar na compreensão, os aromas são classificados em famílias, que podem ainda ter subdivisões em grupos menores, porém similares. A roda de aromas organiza as famílias e seus subgrupos e é um parâmetro importante para quem ainda não familiarizou-se com os limites entre os aromas.

As principais famílias, segundo Émile Reynand, considerado pai da enologia: florais, frutados, especiarias, animais, vegetais, minerais, balsâmicos, químicos e empireumáticos.

Dicas para reconhecer aromas:

É importante que tenhamos um ambiente apropriado, tranquilo para desenvolver uma concentração necessária e perceber as diferenças sutis entre os aromas do vinho.

A- Certifique-se que não haja presença de odores e perfumes no ambiente, inclusive nas taças.

B- Evite fumar, consumir café, chá preto e leite por duas horas antes da atividade.

C- Agite a taça em movimentos circulares para liberar os aromas de uma forma ampla em contato com o ar.

D- Coloque o nariz bem junto à borda da taça e inalar brevemente. Já é possível notar os aromas nesse (primeiro) ataque. Depois, com a taça em repouso, repita a inalação.

E- Lembre-se, aspire com delicadeza, evitando trazer ao seu nariz somente o cheiro do álcool.