Para se ter uma ideia definitiva de qualidade e estilo que traz satisfação, devemos saber reconhecer os aromas do vinho para facilitar a escolha de uma garrafa que cative seu paladar.

Sentir o prazer sensorial já torna agradável a tarefa de classificar as famílias aromáticas, que quanto mais complexas forem mais pistas oferecerão da história do vinho, sua idade e método de vinificação.

Quando percebemos um cheiro, seja lá de qualquer fonte, ele é resultado da ligação entre dois pontos: moléculas odoríferas dos compostos aromáticos e as células olfativas da cavidade nasal.

As moléculas do cheiro, em geral bastante voláteis, atravessam o ar e sensibilizam o muco nasal criando interações intermoleculares, que em sua última etapa ativam impulsos elétricos chegando até o cérebro.

O receptor cerebral, então, procura identificar o aroma em sua “memória do cheiro”. Esse registro é resultado de um compartilhamento de odores resultantes da própria experiência pessoal do indivíduo ou consequência de um treinamento constante e metódico para esse fim. O resultado da experiência com o cheiro pode ser de prazer ou de total repulsa.

O nariz é o canal por onde os aromas  são percebidos, mas é o cérebro que armazena as características odoríferas e as distingue, mesmo quando possuem estruturas similares.